Psicoativos

Você sabia? – curiosidades sobre psicodélicos, parte 2

curiosidades sobre psicodélicos

Continuando aqui a lista de fatos interessantes pouco conhecidos sobre os psicodélicos, se você não viu a primeira parte clique aqui. Se quiser acrescentar alguma curiosidade quanto às substâncias deste post, compartilhe nos comentários.

Ayahuasca e seus análogos – os fortes efeitos psicodélicos da Ayahuasca e similares (como por exemplo a jurema) advêm da mistura de substâncias que contêm DMT (dimetiltriptamina) e IMAOs (inibidores da monoamina oxidase). O principal alcalóide que funciona como IMAO neste tipo de psicodélico é a harmina, cujo nome é derivado da arruda síria (Peganum harmala), uma planta do Oriente Médio que apresenta grande quantidade da substância. Até que se descobrisse que o alcalóide IMAO da Ayahuasca era exatamente o mesmo que a harmina (que já estava catalogado), ele foi cientificamente batizado e por muito tempo conhecido no meio acadêmico pelo nome de telepatina, por razões óbvias a quem é familiarizado com o uso desses psicodélicos.

264C8753 FFF0 418C 8E83 68118E74D12B 212x300 - Você sabia? - curiosidades sobre psicodélicos, parte 2

No auge de seus efeitos, a Ayahuasca proporciona uma profunda conexão mental e energética com o ambiente circundante e os seres vivos aí presentes

Datura – esta planta apresenta fortes efeitos delirantes, sendo que sua classificação como um psicodélico não é um consenso. Isto ocorre pelo fato dela privar (total ou parcialmente) quem a consome da lucidez (ao invés de ampliá-la). Seus princípios ativos são os mesmos da Trombeta de Anjo (planta bem conhecida aqui no Brasil), da Mandrágora e da Beladona (abundantes na Europa). Ela possui larga tradição de uso Xamânico, estando também amplamente presente na literatura tântrica do primeiro milênio depois de Cristo. No Kamasutra de Vatsyayana, há uma referência instruindo o homem a ungir seu pênis com uma mistura de Datura e mel antes do sexo, com o intuito de submeter sua parceira à sua vontade.

Peyote – o uso do mais famoso cacto psicodélico remonta à pré-história, havendo se difundido na cultura popular por meio do uso por personalidades como Aldous Huxley, Salvador Dalí e Pablo Picasso. Este cacto costuma ser imediatamente associado ao alcalóide mescalina, que há mais de cem anos é sintetizado e utilizado em diferentes círculos artísticos, científicos e culturais. O que muita gente não sabe é que o peiote pode ser considerado uma pequena fábrica de alcalóides, apresentando mais de 50 destas substâncias em sua composição – sendo que a mescalina, a principal delas, representa apenas 30% da quantidade total de alcalóides da planta.

2F167D13 8AF4 4B36 BD16 C8CC4521CFEC 300x300 - Você sabia? - curiosidades sobre psicodélicos, parte 2

Devido à grande variedade de substâncias psicoativas presentes no peiote, é possível referir-se a ele como uma pequena fábrica de alcalóides

Argyreia nervosa – mais conhecida na botânica pelo nome de “trepadeira elefante” (ou HBW – Hawaiian Baby Woodrose), é uma planta de belas flores cujas sementes possuem grande concentração de LSA (princípio ativo psicodélico similar ao LSD). O curioso é que, atualmente, parece tratar-se do mais forte psicodélico de uso permitido, se considerarmos a quantidade a ser utilizada. A ingestão de menos de 10 pequenas sementes (salientando que devem necessariamente ser da estirpe do Havaí ou de Madagascar) costuma levar o indivíduo a experiências fortes e duradouras. Enquanto no seu bolso devem caber mais de 200 sementinhas de Argyreia nervosa, outros psicodélicos não enquadrados em proibição legal (tais como cogumelos, cactos, etc.) são bem mais volumosos. Ela apenas é proibida na Austrália e em alguns poucos países da Europa, sendo nos EUA vedada apenas a extração do LSA (um processo laboratorial complicado e basicamente desnecessário, tendo em vista a já pequena quantidade de sementes a serem utilizadas para obter seus efeitos). Outras espécies de plantas cujas sementes contêm LSA (incluindo aí as variedades de Argyreia nervosa que não sejam do Havaí ou de Madagascar) requerem o consumo de quantidades bem maiores para uma viagem psicodélica (algo na casa de várias dezenas ou até mesmo poucas centenas de sementes).

Se você quiser ver uma parte 3 com outras substâncias, curta, compartilhe e ouse viajar pelo desconhecido!

Comente também!

comentários

Clique para Comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Psicodelizando é mantido pela Psicodelia Minha Doce Esquizofrenia, um portal criado para compartilhar ideias, experiências, arte e ativismo. Estamos em conformidade com a lei e não fazemos apologia a nenhum tipo de substância.

Siga-nos

CIMA