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Você sabia? – curiosidades sobre psicodélicos, parte 1

curiosidades sobre psicodélicos

As curiosidades sobre psicodélicos

Nesta série de artigos, tentarei reunir alguns fatos interessantes pouco conhecidos a respeito de diversos psicodélicos. Se você souber alguma curiosidade que queira acrescentar sobre as substâncias deste post, compartilhe nos comentários. Outros psicodélicos serão vistos na parte 2.

Amanita muscaria – O cogumelo vermelho com pontos brancos utilizado por tribos siberianas é também muito apreciado por renas. Elas mal podem ver os cogumelos que já os devoram implacavelmente, logo ficando com o comportamento visivelmente alterado por seus efeitos. Horas depois, elas deitam-se em transe. Não termina por aí: como grande parte do muscimol (princípio ativo deste tipo de cogumelo) passa pelo organismo sem ser metabolizado (sendo assim integralmente liberado na urina) as renas também comem vorazmente a neve onde uma pessoa que tenha consumido amanitas esteja urinando. De fato, em algumas culturas siberianas as próprias pessoas consomem esta urina “turbinada” para obter seus efeitos psicodélicos. Inclusive há uma teoria de que na verdade foi aí que surgiu a figura do Papai Noel com suas renas voadoras (em oposição à história ocidental de São Nicolau). Vale mencionar que os temas vermelhos e brancos, por serem as cores dos cogumelos, também são as cores da indumentária de muitos xamãs destas culturas milenares.

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Além das renas, haveriam outros animais na tundra siberiana que também apreciam amanitas?

Iboga – O uso da raiz sagrada do culto Bwiti da África Equatorial, cujo princípio ativo (a ibogaína) é hoje utilizado em clínicas para dependentes químicos no mundo inteiro (inclusive no Brasil), foi originalmente um conhecimento apresentado aos demais povos daquela região pelos pigmeus… Ou seja, os célebres nativos de estatura diminuta eram os únicos que conheciam os segredos desta planta. Seus fortes efeitos psicodélicos geralmente curam todos os vícios do indivíduo em uma única “viagem”.

LSD – Certamente o mais famoso psicodélico. É interessante notar que, baseado numa ampla gama de análises laboratoriais, as doses comuns de ácido lisérgico nos anos 60 continham entre 5 e 10 vezes mais LSD que uma dose padrão dos anos 2000! ok, essa quase todo mundo sabe, mas considero uma informação tão importante que nunca é demais mencionar.

Para não dizer que não falei nada interessante sobre o ácido, então lá vai: em sua segunda experiência com a substância, por algumas horas Albert Hofmann (o descobridor do LSD) pensou que havia morrido e estava no além. Detalhes desta e de outras experiências você encontra no documentário The Substance que foi dirigido pelo próprio Hofmann.

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Prodigiosa representação artística da curandeira mazateca Maria Sabina

Psilocibina – A curandeira mexicana Maria Sabina, uma indígena mazateca conhecida por seus rituais de cura com cogumelos psilocibínicos, supostamente visitada por personalidades da época como John Lennon, Bob Dylan e os Rolling Stones, recebeu no início dos anos 60 um cientista que lhe trouxe cápsulas de psilocibina sintética. Foi realizada uma cerimônia nos moldes tradicionais, mas com os participantes (incluindo Maria Sabina) tomando as tais cápsulas ao invés de cogumelos. No fim da história, ela disse que o cientista conseguiu “capturar” o espírito do cogumelo e que agora ela poderia fazer os rituais mesmo quando não houvessem cogumelos disponíveis, agradecendo-o pelo frasco cheio de cápsulas. Este cientista – diga-se de passagem, o primeiro a sintetizar a psilocibina – era ninguém menos que Albert Hofmann.

Na segunda parte, mais curiosidades sobre outros “alimentos dos deuses”…

Curta, compartilhe e ouse viajar pelo desconhecido!

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