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Erotismo

Tentações: um desejo interminável e eternos orgasmos

Tentações: um desejo interminável

Um encontro mágico das atrações só poderia resultar num prazer inigualável.

Tentações: um desejo interminável. Eles gozaram pela terceira vez em cinco horas. Estavam exaustos, trêmulos e inúteis. Completamente sem forças e assim não diziam nada. Evitavam até mesmo a troca de olhares para que esta não despertasse novos ânimos; precisavam ao mínimo de uns minutos de descanso.

Sentindo o coração transbordar das venturas e delícias da noite, o espírito tranquilo e a carne satisfeita, o homem seguia ruminando sua felicidade, pensando, relembrando, como quem fica ainda saboreando depois do jantar o gosto das iguarias que acabara de digerir. Seu olhar era franco e fitava o teto, buscando compreender como aquela mulher o atiçava tanto, o deixava tão disposto e porquê até fora do transe era ela o regalo dos seus olhos; para a última das questões desenvolveu uma teoria: eram os lábios sorridentes e o feitiço enigmático.

Naquela manhã ele se sentiu bem em relação a quase tudo em sua vida. Poderia até mesmo se encaixar na espécie dos homens afortunados.

Passados muitos minutos, um breve e ligeiro encontro dos olhos bastou para que uma força secreta os atraísse novamente. E desta vez as preliminares foram breves, tendo em vista que eram desnecessárias, já que ambos ardiam em chamas eloquentes com o calor da arena.

Deitada de bruços, oferecendo à escolha do homem suas vastas ofertas, a mulher fechou os olhos, mordeu os lábios e ao puxão de seus cabelos sentiu-se prazerosamente presa por uma rédea divina. Saqueando suas nádegas, o homem empurrou gradativamente, apartando as bandas com uma das mãos, até penetrá-la com dificuldade e o pelo do membro acariciar os rebordos do orifício, observando que era necessário tornar aquela passagem mais cômoda. Adotando movimentos repetitivos no intuito de alargar a via, ele iniciou em marcha lenta, foi gradativamente tornando-se mais intenso e veloz, até que minutos mais tarde roubava da mulher os mais agudos gemidos; estava tão frenético e sedento que se cansou rapidamente.

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(caso conheçam o autor dessa ilustração, manda pra gente!)

Do ponto de vista da mulher, ela não sabia ao certo o que a instigava mais: o cabelo sendo puxado de forma majestosa, os tapas e arranhões que recebia ou ainda a dor aguda mas prazerosa que sentia na via anal.

Por fim, concluiu que era a reunião de tudo aquilo que a deixava em transe.

Adotando novas modalidades, a dupla organizou-se de forma que possibilitava aos seres um estímulo recíproco: o homem se deitou na cama e viu a mulher jogar sobre sua face seu quadril descoberto, o que lhe possibilitou contato com ambas as fendas. Pouco abaixo, ela iniciava gestos majestosos com as mãos e os lábios: brincava com as bolas, beijava a virilha, arranhava as coxas e fazia seu membro desaparecer com a boca assim como o beijava da cabeça à orla.

Em busca de controle para não gozar de pronto, o homem regozijou-se três ou quatro vezes, contraindo os dedos dos pés e fechando os olhos no intuito de pensar qualquer outra coisa diferente, visto que não gostaria de se desfazer daquele momento. Não ainda.

Após novos minutos de estímulos, onde a mulher foi contemplada com beijos gregos e augustos gestos circulares com os dedos, eles se reorganizaram numa posição clássica. Abrindo suas pernas ao homem após deitar sobre a cama, a mulher o trouxe para perto num só gesto, que bastou para o encaixe de seus órgãos e apreciação de seus sorrisos, visto que a posição proporcionava um contato próximo dos rostos.

E assim prosseguiram por longos minutos. Ao passo que variava entre a fenda principal e o cu, ele beijava o pescoço da dama, acariciava seus seios, chupava suas orelhas, puxava seu cabelo…todas as ações simultâneas e dignas de uma notável coordenação. A mulher não se segurou por muito tempo.

Dois quartos de hora depois ela tremeu como um vulcão prestes a entrar em erupção. Em seguida jorrou um vasto e delicioso líquido, ficando ainda mais trêmula que quando recomeçaram. O homem da mesma forma parou e recuou; não havia alcançado o auge como ela, mas o prazer que sentia ao vê-la alcançar o orgasmo era vezes maior que seu próprio deleite.

Deitaram em lados opostos e novamente evitaram o confronto dos olhos, até que uma hora mais tarde, após um breve cochilo, a mulher despertou pois tinha de ir embora.

Antes de mais, tomaram um banho juntos e gozaram cada um mais duas vezes.

 

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