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Os deuses astronautas e seus cactos interplanetários

deuses astronautas

Neste artigo, vou contar um pouco sobre a curiosa história da origem do cacto San Pedro (cujo nome original é “Wachuma”), conforme me foi contada pelo xamã que é tido em sua família e em sua região como o mestre/chefe/guru. Esta família é uma linhagem xamânica proveniente do norte do Peru (mais precisamente das regiões místicas de Salas, Ferreñafe, Huancabamba e Las Huaringas). Desde quando seus ancestrais podiam se lembrar, eles sempre utilizaram o San Pedro, que cresce em abundância nas encostas andinas que atravessam o continente, dispondo-se paralelamente ao Oceano Pacífico.

Certa vez, estive conversando com ele sobre como os efeitos do San Pedro continuamente levam minha mente a um panorama que mais parece o enredo de um filme de ficção científica espacial (algo mais ou menos ao estilo do filme “Interestelar”, que naquela época ainda não existia). Então ele me contou o que, pensando bem, é uma explicação histórica muito consistente (não que seja uma história com alto potencial de convencimento, mas que certamente merece ser contada).

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Segundo ele, há milhões de anos o cacto San Pedro e o cacto Peyote (que por sua vez cresce nos desertos do norte da América Central e do sul da América do Norte) já foram uma mesma planta. Com o transcorrer do tempo, eles adaptaram-se de maneira diferente às respectivas condições geográficas (temperatura, umidade e altitude) das regiões às quais foram levados – o que resultou nas diferenças que hoje os fazem duas espécies distintas. Quem originalmente os levou a essas regiões foram híbridos entre seres humanos primitivos e marcianos (sim, tipo aquela série “Alienígenas do Passado”, que também ainda não existia).

Vamos voltar no tempo vários milhões de anos… Disse ele que, mais ou menos quando os dinossauros viviam numa boa por aqui, o planeta Marte abrigava uma natureza um pouco similar à que conhecemos na Terra, além de vida inteligente. Como o planeta entrou num processo de desertificação irreversível, esses seres vieram para a Terra, trazendo consigo o poderoso cacto – no caso, uma planta que já estava adaptada à umidade decrescente de Marte, mas que anteriormente havia tido outra forma (que por sua vez também havia sido trazida a Marte de outra parte do universo). Nessas contínuas viagens interplanetárias, a planta sempre manteve sua “essência”. Por isso, segundo o xamã, quando se toma San Pedro a mente se abre mais facilmente a frequências cósmicas/intergalácticas, enquanto plantas como as que compõe a Ayahuasca levam a uma conexão maior com a natureza da própria Terra.

Assim, as construções megalíticas milenares, que tanto intrigam e quebram a cabeça de qualquer engenheiro de alta tecnologia, seriam o legado dessas civilizações (lembrando que, quanto mais antigas essas construções, aparentemente mais avançadas elas ficam). Segundo ele, ruínas como as pirâmides do Egito e Tiwanaku têm muitíssimos milhares de anos de antiguidade (o teste de carbono 14 não funciona com pedra, e portanto não se pode saber sua idade à luz do conhecimento científico atualmente disponível). Já os mencionados híbridos foram pouco a pouco diluindo sua genética com a de seres humanos primitivos. Com o tempo, eles se tornaram “deuses” no imaginário cultural, posteriormente dando origem a religiões politeístas como o hinduísmo e o panteísmo greco-romano.

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Tudo isso, diz ele, se pode entender tomando wachuma. É uma história que certamente não agrada ao círculo acadêmico, onde ainda se acredita que pedras de centenas de toneladas foram cortadas com precisão de raio laser e transportadas centenas de quilômetros por simples “homens da caverna” – apenas porque é a versão que pareceu mais razoável para antropólogos que estudaram vários livros e acumularam diplomas. Talvez a história do xamã (que é meu amigo até hoje) também não seja tão fácil de engolir, mas depois de um copão de san pedro, ela até que desce redondo.

Até a próxima!

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