Ciência

O futuro psicodélico, parte 2

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Neste artigo, continuarei apresentando possíveis perspectivas para o futuro da atividade psicodélica…

A psicodelia na escola

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Conforme já mencionei num artigo anterior (clique neste link para ler o artigo “O USO DE PSICODÉLICOS POR CRIANÇAS”), ao menos num panorama histórico e tradicional, a prática psicodélica não é exclusividade da população adulta. Na medida em que o outrora demonizado uso dessas substâncias for progressivamente desmistificado na cultura, incorporado à legislação e regulado pelo poder público, é natural que passe a ser avaliado como o que realmente é: uma vertente do conhecimento humano. É notável a evolução jurídica resultante da questão da cannabis, levando a crer que, num futuro não tão distante, o cumprimento dos Direitos Humanos prevalecerá sobre a hipócrita política contra as “drogas”. Dessa maneira, imagino que dentro de uns trinta anos a psicodelia volte oficialmente a ser uma prioridade no meio acadêmico universitário, sendo possivelmente integrada ao âmbito do ensino médio e fundamental com o passar das décadas (ou séculos).

Experiências psicodélicas induzidas artificialmente

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Aqui tomo por base os atuais avanços no contexto da neurociência. Este ramo da biologia tem como uma de suas atribuições a observação da parte física do sistema nervoso e sua relação com a consciência. Por meio de instrumentos como eletrodos e tomografias, cientistas vêm conduzindo experimentos nos quais é feita a medição das ondas cerebrais de indivíduos sujeitos à ação controlada de substâncias como LSD e psilocibina, constatando-se uma grande alteração em relação a estados não-alterados de consciência e uma certa similaridade a estados mentais contemplativos (tais quais os observados ao serem medidas as ondas cerebrais de monges budistas e yôguis em meditação). Em minha perspectiva, se tais alterações podem ser medidas por instrumentos tecnológicos, então provavelmente elas também poderiam ser provocadas pelos mesmos. Em outras palavras, talvez no futuro se desenvolva uma tecnologia que, utilizando estímulos elétricos, ultrassons ou algo do estilo, leve o cérebro do indivíduo a trabalhar numa frequência que resulte na experiência psicodélica – sem a ação de qualquer substância psicoativa.

A psicodelia ao alcance de todos

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Ainda que a atividade psicodélica não constitua uma questão de grande interesse popular (ao contrário do uso da cannabis), é de se esperar que sua regulamentação leve à pronta disponibilização de uma ampla gama de substâncias, ainda que restrita a ambientes exclusivos para seu consumo. Dependendo do progresso jurídico deste assunto, talvez dentro de uns vinte anos já existam chácaras nas quais uma pessoa poderá tirar o dia para vivenciar uma experiência psicodélica de forma segura e livre de interferências, utilizando substâncias produzidas dentro de normas sanitárias e padrões de pureza. Novamente, podem-se apontar as recentes conquistas quanto à descriminalização da maconha como exemplo do ritmo em que se dará a legalização da prática psicodélica. Portanto, infelizmente, tudo indica que tal previsão não se concretizará tão rapidamente no retrógrado cenário brasileiro.

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