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Ciência

O futuro psicodélico, parte 1

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Nesta série, tenho a pretensão de estimular a sua imaginação com possibilidades futuristas e utopias psicodélicas…

Sintetização personalizada de psicodélicos

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Hoje existem centenas de substâncias psicodélicas sintéticas (ainda que a maioria da população somente tenha ouvido falar sobre LSD, MDMA e DMT), e este número só tende a crescer. Sozinho, o renomado químico Alexander Shulgin (1925-2014) descobriu e sintetizou mais de 230 psicoativos, sendo seu legado uma referência nada menos que sagrada para os atuais “engenheiros psicodélicos”. Talvez daqui a uns 50 anos, tal qual ocorre atualmente no âmbito de farmácias de manipulação, uma fórmula psicodélica distinta será receitada para cada indivíduo. Tal receita seria concedida por um profissional humano ou até mesmo por um aplicativo digital, que chegaria à ela levando em consideração as características biológicas, os propósitos e as preferências do paciente.

Nanorobôs carregados com psicodélicos

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A nanorobótica vem se mostrando um dos terrenos mais promissores da medicina, sendo uma de suas principais aplicações a inserção de máquinas microscópicas na corrente sanguínea do indivíduo, cuja função é liberar os medicamentos apropriados no momento mais oportuno. Podemos imaginar um futuro, talvez lá pelo ano 2100, no qual tais nanomáquinas sejam carregadas com substâncias psicodélicas. Estes robôs seriam monitorados por um dispositivo externo ao sujeito (um celular, por exemplo), que por sua vez mediria seus dados biológicos (tais como pressão sanguínea, batimentos cardíacos ou até mesmo ondas cerebrais). Com base em tais dados, os nanorobôs liberariam os agentes psicodélicos no momento e na quantidade ideais para conduzir a pessoa a uma experiência sensorial perfeita.

A prática psicodélica como requisito para a ocupação de cargos políticos

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Longe de se esgotar em um simples parágrafo (já escrevi um livro inteiro sobre este tema específico), a necessidade da inclusão da atividade psicodélica no eixo de poder público é um assunto que, ao meu ver, entrará em discussão dentro de umas 3 ou 4 gerações (ou seja, daqui a uns 60 ou 80 anos). Desde a pré-história, a preferência no processo decisório foi conferida, por consentimento coletivo, ao xamã. Com a sedentarização do ser humano (possível a partir do desenvolvimento da agricultura) e o consequente distanciamento do modo de organização tribal (e da referida modalidade política), houve a ascensão de sistemas de poder aristocráticos e escravocratas, algo que apenas começou a ser superado num passado muito recente. Se tomarmos a democracia desde suas origens na Grécia antiga, chegaremos à conclusão de que se trata de um ideal que evoluiu mais nos últimos cem anos que nos outros dois milênios e meio de sua existência. Dito isso, nada mais lógico que ela siga evoluindo aceleradamente e encontre seu formato ideal num tipo de “democracia representativa xamânica”, onde a atividade política seria condicionada à iniciação psicodélica. Esta forma de organização social, que apenas aparenta ser uma novidade, parece derivar do próprio instinto humano, estando provavelmente atrelada à sua genética.

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