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Bad de mescalina levou Paul Sartre ao delírio: leia!

bad de mescalina

Muita gente usa droga como fonte de inspiração. Mas no quê uma bad de mescalina pode acarretar? Saiba mais!

Diversos artistas explicam sua inspiração através de drogas psicodélicas. O século 20, em geral, ficou marcado por isto. Salvador Dali, Andy Warhol, Aldous Huxley e muitos outros têm forte relação com a cultura. Muito embora drogas nunca tenham sido seu forte – e nem seu foco – o filósofo Jean-Paul Sartre tem um histórico relevante com anfetaminas e anestésicos. No entanto, uma experiência com mescalina levou-o a conviver com animais fictícios por anos. Entenda a bad de mescalina que levou o filósofo a alucinações constantes

Com uma fama estourada a partir do fim dos anos 1930, Sartre considerou a si próprio como um filósofo existencialista insignificante após a publicação de sua obra O Ser e o Nada (contraditoriamente, sua maior obra).

Exímio escritor até sua morte e indicado ao Prêmio Nobel da Literatura de 1964 – tendo recusado, afirmando ter a necessidade, como escritor, em concentrar em suas obras – Sartre passou a ter problemas a partir de 1929, quando experienciou, pela primeira vez, a mescalina.

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Créditos: Reginald Gray, 1965

Como fonte de inspiração para estudar seus próprios processos psicológicos, o filósofo injetou uma quantidade de mescalina relativamente pequena – era o que imaginava. Entretanto, a quantidade foi maior do que o esperado e a bad foi inevitável. Durante a experiência, Paul passou a ver criaturas marítimas e sobrenaturais, tais como medusas, lagostas e caranguejos. Apesar da baixa nos efeitos, nada mudou.

As visões das criaturas sobrenaturais (e não sobrenaturais) perduraram por anos, seguindo-o por onde fosse. Este tempo foi lembrado por Jean durante entrevista realizada em 1971 por John Gerassi, professor da faculdade Queens, em Nova Iorque.

“Após tomar mescalina, passei a ver caranguejos em toda parte e o tempo todo. Seguiam-me pelas ruas, na classe. Eu me acostumei com eles. Gostaria de acordar pela manhã e dizer “bom dia, meus filhos, como dormiram?”. Falaria com eles o tempo todo! “Ok, pessoal, temos aula agora, quero todos quietos em volta da minha mesa até o sino tocar!”

Embora ciente de que eram alucinações, o filósofo procurou tratamento. Seu psicólogo foi Jacques Lacan, um dos maiores psicanalistas do século XX. Os dois criaram um vínculo de amizade grande.

As conclusões do psicólogo foram de que as alucinações de Sartre refletiam seu medo da solidão e da alienação. A alta dosagem de mescalina levou o filósofo de volta à ansiedade adolescente, culminando em todas as visões sofridas. Ademais, os caranguejos não eram à toa: apareceram devido ao alto medo de Sartre pelas criaturas do mar durante sua infância.

 

Fonte: VintageNews 

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