Ayahuasca

Ayahuasca, da Amazônia para o mundo

Ayahuasca, da Amazônia

Caro leitor, iniciamos aqui uma nova coluna no portal: Ayahuasca, da Amazônia para o mundo. Se você leu nossa matéria sobre a produção do filme nacional “Ayahuasca, O Espírito da Floresta“, você já está familiarizado com Bruno Veiga Valentim. O pesquisador e cineasta contará com uma coluna semanal que aqui se inicia intitulada”Impressões da Ayahuasca“.

Ayahuasca, da Amazônia para o mundo

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Ayahuasca, da Amazônia para o mundo: Bruno Veiga V. palestrando sobre a Ayahuasca

Pode ser que você já seja um iniciado no assunto, tanto na teoria quanto na prática. Mas se você conhece muito pouco ou quase nada sobre a mistura de plantas que resulta no chá sagrado para os indígenas da Amazônia, não se sinta sozinho. Desinformação e, o que é pior, preconceito ainda são dominantes na relação entre a Ayahuasca e a sociedade.

Mas felizmente o interesse pelo tema aumenta a cada dia. A bebida atravessa fronteiras, conquista um número cada vez maior de defensores e divulgadores, e também invade laboratórios. Ao mesmo tempo que cientistas de vários países ampliam seus estudos e conhecimentos sobre o chá, aqui no Brasil foi lançado na internet um portal inteiramente dedicado à Ayahuasca.

Basta acessar o endereço www.ayahuascaportal.com.br e você chega ao Ayahuasca Portal, que traz de tudo um pouco sobre a infusão, seus mistérios e poderes. Destaque para os vídeos, que oferecem um grande número de depoimentos e muita informação científica sobre as propriedades da bebida. A Ayahuasca já foi reconhecida por expandir a consciência a ponto de levar milhares de pessoas a outras dimensões de realidade, com diversos benefícios de ordem física, mental e emocional para quem a experimenta. Ela também vem sendo testada no combate a uma série de doenças graves.

O projeto do portal foi idealizado pelo pesquisador e cineasta Bruno Veiga Valentim, que já participou de mais de 200 rituais com Ayahuasca ao longo de cinco anos de investigações. Depois de ver sua vida se transformar com o uso do chá, em cerimônias sagradas, Bruno mergulhou em estudos aprofundados sobre a medicina ancestral utilizada há milênios por povos da região amazônica.

Recentemente, ele embarcou para participar da 1ª Conferência Indígena da Ayahuasca, que aconteceu na Amazônia. De 13 a 17 de dezembro, lideranças de 15 povos da floresta se reuniram para rituais e debates na Terra Indígena Puyanawa, no chamado Acre Profundo, fronteira com o Peru. O cineasta foi fazer o registro audiovisual do evento e pretende utilizar esse material em filmes que estão em produção ou já em processo de finalização, todos tendo o universo da Ayahuasca como protagonista.

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Ayahuasca, da Amazônia para o mundo: Ninawa Pai da Mata, do povo Huni Kuin, fala sobre a medicina sagrada para os indígenas Ayahuasca

Assim como os indígenas, Bruno se preocupa com a popularização acelerada e indiscriminada do uso do chá, frequentemente marcada pelo desvirtuamento e banalização do que deveria ser tratado com o máximo de respeito e cuidado. Afinal, estamos falando de uma tradição milenar, uma bebida batizada pelos povos da Amazônia como “a medicina dos deuses”.

Um dos filmes que abordam essas questões é o documentário longa-metragem Ayahuasca, o Espírito da Floresta, que antes mesmo de ser concluído já desperta o interesse de produtores e distribuidores internacionais. Muita gente pode se surpreender com a riqueza e profundidade do tema. O promo do filme, já disponível no YouTube, dá uma ideia do quanto a Ayahuasca movimenta de energia e investigação, nos círculos da espiritualidade e da ciência: clique e conheça.

O projeto cinematográfico se iniciou com uma parceria entre a produtora Brasil Raiz Cine 1, de Bruno, e a Idéias Ideais, do produtor Rik Nogueira, que realizou sucessos de bilheteria como “Muita Calma Nessa Hora”, 1 e 2.

O primeiro fruto dessa parceria, o curta-metragem Ayahuasca, Chicote da Alma, estreou no dia 9 de janeiro e está no ar no Canal Futura.

É o primeiro passo da organização Ayahuasca Portal, que tem por objetivo divulgar globalmente informações responsáveis sobre a Ayahuasca, cultura indígena e ciência, dando voz a quem vive essa filosofia no dia a dia.

Muitas viagens na bagagem

Em sua jornada de pesquisas sobre a Ayahuasca, o cineasta e sua equipe já estiveram em cidades como Nova York e Paris, além de Praga, onde em 2016 foi realizado o Fórum Mundial de Ciência e Psicotrópicos. Na capital da República Tcheca, durante duas semanas, foram gravadas entrevistas com renomados historiadores, neurocientistas, antropólogos, farmacologistas, biólogos e psiquiatras, além de ativistas que se dedicam à propagação de informações e pesquisa sobre o tema.

Em dezembro de 2017, conforme já relatado, a equipe mergulhou no coração da Amazônia, fonte e origem do chá. Os indígenas contam que o cipó jagube e o arbusto chacrona existiam distantes um do outro na selva, e que seus parentes ancestrais teriam recebido “dos deuses” a revelação sobre os poderes de cura da mistura.

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Ayahuasca, da Amazônia para o mudo: em uma das viagens, porto de acesso às aldeias, em Cruzeiro do Sul, Acre.

Muitos séculos depois, religiões brasileiras criadas no entorno do chá, como Santo Daime, Barquinha e UDV, começaram a trazer da região amazônica para as grandes cidades a sabedoria da medicina sagrada indígena, supostamente por orientação de espíritos superiores, para ajudar o “homem branco” a reconectar-se com a natureza e com a vida plena. Além das religiões, pajés também iniciaram um processo de divulgação desse conhecimento pelo mundo, o que representou uma renovação também para as tribos, já que o processo ajudou os indígenas a resgatarem e intensificarem seu contato com essa cultura milenar, se organizando para atender a essa demanda crescente.

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Iremos a partir de hoje iniciar uma parceria com o pesquisador e cineasta Bruno Veiga Valentim, que terá uma coluna semanal no nosso portal para divulgar aspectos de sua pesquisa, trechos de entrevistas e suas impressões sobre esse “novo mundo” que se abre por meio das plantas de poder, em especial a Ayahuasca. Vamos poder nos informar sobre os bastidores, principais estudos, rituais e novidades relacionadas ao projeto e às cerimônias sagradas com Ayahuasca, da Amazônia.

Segue, abaixo, o link do curta-metragem Ayahuasca, o Chicote da Alma, que foi produzido em parceria com o Canal Futura. Versões traduzidas para várias línguas estão sendo legendadas. De mais de 500 projetos inscritos, o curta de Bruno foi um dos 30 selecionados para co-produção. Já são mais de 100 mil visualizações em 15 dias nas redes sociais. Assista! 

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