Psicodelizando
Enter the void

Enter the Void: crítica cinéfila

Uma análise de um dos filmes mais psicodélicos da história do cinema: Enter the Void.

Enter the Void é um filme de drama fantasia, dirigido por Gaspar Noé. Lançado em 2009, foi protagonizado por Nathaniel Brown, Paz de La Huerta e Cyril Roy.

“Estranho, o efeito do DMT dura de fato 6 minutos. Mas, realmente parece uma eternidade.

É a mesma substância que o cérebro libera quando morremos, é como se morrer fosse uma última viagem.”

Se as seguintes coisas perturbá-lo, então você provavelmente deve evitar Enter the Void: luzes estroboscópicas, uso de drogas, tremores, sexualidade gráfica, câmeras girando, imagens psicodélicas, sangue, sexo gay, aborto[…]

Mas se você ainda está intrigado, sente-se e prepare-se para quase três horas de imaginações que você nunca vai esquecer!

Enter the void
Cena do filme Enter the Void

Primeiro de tudo, descarte qualquer noção de entretenimento, ou mesmo prazer, pela janela. As únicas reações que Enter the Void irá tirar de você são negativas. (Há excessões)

O filme começa com Oscar e Linda, irmãos dos Estados Unidos que vivem no Japão, olhando para Tóquio de uma varanda de apartamento. Torna-se rapidamente óbvio que Oscar é traficante de drogas e viciado enquanto sua irmã trabalha como stripper. Sua trágica história familiar é revelada em segmentos ao longo da primeira hora.

Citando com força o Livro Tibetano dos Mortos (que em teoria serve de guia espiritual para o ser desencarnado em sua jornada holotrópica para integração com o todo), o filme concretiza uma viagem metafísica e explora a inexplorável vida após a morte de uma forma dolorosa e decadente, analisando acontecimentos do passado, presente e futuro.

Praticamente todos os elementos-chave do enredo ocorrem nos primeiros 90 minutos do filme. Depois disso, o filme se transforma em uma experiência visual psicodélica, inundando o espectador em infinitas luzes de neon e close-ups de olhos de peixe, enquanto a história desaparece.

Enter the void

Apesar da sensação antagônica do filme e dos desconfortos físicos e psicológicos que atrai, Enter the Void é uma das melhores experiências audiovisuais já feitas na história do cinema. Pode ser um passeio difícil, mas basta vê-lo uma vez e você vai carregá-lo com você para sempre.

 

Ps.: Para melhores efeitos não assista sóbrio.

Anderson